Segunda-feira, 15 de Março de 2010

Prevaricação

Na perspectiva do vale tudo menos tirar olhos, Maria resolveu dar um pontapé na rotina.

Vai daí resolveu viajar e escolheu um destino, o céu!

Depois de aturada pesquisa, onde o mais relevante era o preço a pagar, decidiu-se a viajar com alguém com digamos, lugar cativo.

Outros factores pesaram também claro, mas à partida voos low cost estavam fora da jogada.

Podem até ser mais acessíveis mas há que ter em conta as distâncias, as taxas do aeroporto, as acomodações bem como o destino por vezes incerto.

Bom, pesados os prós e os contras a Maria, resolveu-se a embarcar  consciente do risco, e com aquela adrenalina toda que dá a prevaricação.

Maria prevaricou ...óhhh... se prevaricou o que digamos é um pouco estranho dado que viajou para o céu!

Só se deu conta de embarcar porque depois, aquilo oscilou entre estratos celestes.

Entre gemidos e arquejos, tão depressa estava no céu como no paraíso.

Aquele alternar entre estados, afastou inclusive cintos de segurança e todas as normas de condução em terrenos perigosos.

Maria já conhecia aquele tal lugar cativo e como tal não estranhou o desempenho.

Numa viagem ao céu, há mais é que apostar no cavalo certo.

Maria pensou em tudo!

Estudou todas as possibilidades, todas as rotas, caminhos alternativos, desvios, rotundas e becos sem saída.

Delineou um percurso limpo, sem percalços e fora de triangulações.

Prevaricou dirão alguns, ultrapassou todos os limites dirão outros, limitou-se a satisfazer os instintos mais prementes do ser humano como matar a fome ou a sede, fez bem, fez mal....

Maria é mulher, é uma sobrevivente, consciente, uma mulher de coração limpo que não deseja mal a ninguém.

Vive e deixa viver.

Resolveu viajar para o céu e vai fazê-lo mais vezes, sem pudores até porque tem esse direito.

Maria sabe que não deve nada a ninguém, Maria sabe do que gosta, Maria sabe  o que quer, Maria vai fazê-lo, Maria vai sentir-se mulher, vai gemer, vai vir-se, vai gozar, vai oscilar entre o céu e o paraíso.

 Pecado?..., o pecado não existe diz a Maria, não há pecado no céu!

 

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 11:32
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

Sexo em formato digital

Há pois é....

Sexo em formato digital está a tornar-se um caso sério de dependência segundo os peritos.

Milhares de Kms de fibra óptica, incendeiam a ligação com a mesma intensidade e fogo de uma relação presencial nada faltando, nem sexo, praticado com a webcam como contraceptivo.

Convenhamos que sob o anonimato e a distância é fácil, muito fácil prevaricar.

O amor dizem é o sal da vida e nestes casos, embora breve, o amor, o desejo, o tesão nasce e morre repetidas vezes ao longo do ciclo da vida.

A relação virtual é uma forma de obter afecto de se sentir desejado sem denunciar a falta de desejo, sendo que o espaço de um monitor pode provocar vontade sem que o contacto físico faça cair a máscara.

O amor de fibra óptica costuma começar pela voz!

- Raquel conecta a câmera e, do outro lado surge, um homem. Tem um ar meigo e nostálgico e uma pontada de teatralidade nos gestos que o torna mais interessante.

A voz! Se todos os homens possuíssem tal atributo, Raquel não estaria presa a uma ligação na internet.

Mas é noutra língua que Raquel se expressa, e a blusa desabotoada e a mão que escorrega por entre a abertura conferem universalidade à linguagem. Os seus dedos deslizam e resvalam, a boca abre-se num maneirismo perverso, com a língua a percorrer o lábio superior para se voltar a esconder vermelha. Toda ela é provocação que se excita com as suas próprias imagens. É erótico ver-se e perceber que o outro a contempla.

Raquel é indecente. Como uma actriz domina cada expressão humana, tem o prazer ensinado no corpo, sabe arquear as costas empurrando os seios contra a blusa aberta, sabe inflamar por antecipação mantendo o estímulo ainda escondido. Tacteia os lábios e acaricia o pescoço dobrado em sinal de convite. Ele do lado de lá, não pára de repetir o seu nome num misto de desejo e afeição , e Raquel, prossegue o jogo com uma história em que ambos se tornam protagonistas.

Pede-lhe para a imaginar na cozinha, distraída, enquanto prepara uma mousse de chocolate.

- Apertas-me, circundas-me a cintura e mordicas-me o pescoço e eu, de mãos ocupadas com o doce, finjo-me imune ás tuas carícias. Vergas-te á altura dos meus tornozelos e aperta-los entre as mãos que sobem, suaves, deslizando pelas minhas pernas até ao arredondar do rabo, morno, macio, tacteando a lingerie que me guarda a intimidade. Quero que me imagines a voltar-me, sentindo os seios a centímetros do teu peito. Ele diz-lhe que a distância é um convite e solta-lhe os botões um a um, sentindo-lhe o calor a desprender-se da pele. Raquel cobre uma mão com chocolate líquido, passa-lho pelos lábios para lho sorver com a língua delicadamente. Ele não se mexe, deixa-a saborear primeiro e só depois lhe devora os dedos oleados. Raquel deixa o chocolate cair sobre o próprio peito. Ele diz-lhe seguir com a língua o rasto doce. Deixa-o escorregar até pender do mamilo e cair-lhe na boca. depois beija-a, cobre-lhe o peito, o pescoço, os seios e sorve-a. Raquel geme com a boca próxima da câmera  toca-se enquanto ele a excita, recebendo do lado de lá imagens que lhe desvendam a curva dos seios e a mão que não cessa de passear como se o corpo estivesse coberto com doce fluído. A outra mão esconde-se mais abaixo, responsável por irreprimidos gemidos que se adensam numa respiração rápida.

- Encosto-te contra a bancada e pressiono-te com uma perna por entre as tuas sussurra ele.

A blusa de Raquel descai frente á câmara, tem agora o busto desnudado e um uivo exalta-se do outro lado. Ela não se compõe e ao invés, atira o pescoço para trás deixando os seios roçarem a lente da weccam. Movimenta-se, olha fixamente a câmera e coloca os dedos na boca. Há uma mão que volta sempre ao mesmo lugar em movimentos que vão e vêm. Raquel e ele masturbam-se. Raquel provoca-o aumentando a intensidade dos gemidos, chama-o pelo nome, diz-lhe que o quer enquanto aperta um mamilo entre os dedos. Raquel geme, dobra-se, contorce-se e ele diz-lhe que que a quer. A poesia sexual dá lugar ás palavras fortes e impele os corpos ao orgasmo. Raquel grita e ele ruge tão intensamente que as colunas do computador da Raquel soam roucas. Logo depois, o silêncio e os corpos extasiados. Raquel deitada sobre o teclado e ele preocupado em limpar a prova de um orgasmo não virtual.

Raquel não o conhece, nunca o viu, nunca se cruzou com ele, mas basta uma webcam, um teclado  um micro, uns auscultadores e o timbre daquela voz para ela o desejar como nunca se lembra de ter desejado.

Ali Raquel aprendeu que o desejo não depende de um corpo magistralmente bonito.

- Raquel, desconecta-se, vai tomar um duche e sai alegremente  para uma noitada com o namorado.

- Ele por sua vez, vai jantar que a esposa já chamou.

 

publicado por tailleur-e-saltosaltos às 13:50
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